UMA VIDA SEM LIBERDADE
O homem que me prendeu.
Jamais poderá entender.
Que a liberdade é de todos.
E nenhum ser vivo merece sofrer.
Mesmo em cativeiro.
Ainda tenho o dom de cantar.
O homem pensa que eu canto feliz.
Não vendo a minha alma chorar.
Corre atrás do meu alimento.
Para fazer o meu canto afinar.
Esquecendo que tenho asas.
E posso meu próprio alimento buscar.
Às vezes me deixa com fome.
Este homem sem coração.
Oh, Deus! Eu pertenço aos ares.
E não, a essa triste prisão!
Nas mãos deste homem malvado.
Tenho fome e sede de amor!
Oh, Deus! Vem matar minha sede.
Nessa fonte que agora secou.
Todos os dias eu vejo o meu bando.
De longe voando e me vendo sofrer.
Aqui, distante dos galhos.
Oh, Meu Deus! Como posso viver?
O homem me usa como isca.
Pra mais um de meu bando aprisionar.
Enquanto isso morrendo aos poucos.
Eu peço cantando, pro meu bando afastar.
Lentamente morrendo.
Sem forças para cantar.
Meio adormecido.
Eu vejo a sela do mundo quebrar.
Na agonia da morte.
Morrerei expandindo a felicidade.
Pois mesmo engaiolado.
Minha alma estará em liberdade.
Obra concorrida em vários concursos literários.
Autora: Angélica Caldeira.
...gostei...alma livre...não há quem nos deixe infeliz..muito bom.. e no concurso...foi boa colocação?
ResponderExcluirLuz! Bye!